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Plantio direto e plantio convencional: saiba quais são as diferenças
Atualizado em 17 agosto, 2022

Podemos dizer que o preparo do solo é um dos processos mais importantes no planejamento da lavoura. Dessa forma, escolher a forma de plantio ideal para cultura pode ser determinante para obter sucesso na produtividade.

Neste artigo, vamos mostrar as diferenças entre o plantio direto e plantio convencional e como é feito o manejo do solo por meio dessas práticas.

Confira a seguir!

Quais são os tipos de plantio?

A princípio, existem três formas de plantio. São elas:

Plantio Convencional: caracterizado pelo uso de métodos como aração e gradagem entre um cultivo e outro.

Plantio Direto: técnica onde o cultivo da cultura é feito por cima da palhada seca da produção anterior. Sendo que, para minimizar o ataque de pragas, a rotação de cultura é fundamental nesse tipo de plantio

Cultivo Mínimo: sistema que se encontra entre o plantio direto e o convencional. Neste método, o uso de máquinas agrícolas sobre o solo é mínimo com a finalidade de menor revolvimento e compactação.

Quais são as diferenças entre plantio direto e o convencional?

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Comparação entre a soja cultivada em sistema convencional (ao lado esquerdo) e o algodão cultivado em sistema de plantio direto (ao lado direito) Fonte: MF Rural

De modo geral, existem grandes diferenças entre o plantio direto e o convencional. Veja quais são elas!

Plantio Convencional

Em síntese, o plantio convencional utiliza práticas tradicionais para o preparo do solo. Nesse tipo de preparo, toda a vegetação do terreno é removida e a terra é revolvida por meio da aração e da gradagem, técnicas utilizadas para facilitar o crescimento das raízes das plantas.

Além disso, durante a preparação, pode ocorrer a aplicação de cal, para corrigir a acidez do solo, e o uso de defensivos agrícolas a fim de eliminar as plantas daninhas e outras pragas.

Logo após, já no plantio, semeadura e no desenvolvimento das plantas, os cuidados com o solo são feitos por meio da capina e do uso de defensivos e fertilizantes.

Plantio Direto

O plantio direto, também conhecido como plantio na palha, começou a ser difundido na década de 90 e atualmente é uma das alternativas mais utilizadas por lavouras comerciais brasileiras.

A técnica de plantio direto tem como objetivo realizar a cobertura do solo para manter seus nutrientes. Assim, com uso da palha e restos vegetais de outras culturas, o solo se mantém preservado, evitando os prejuízos decorrentes de processos danosos, como a erosão.

Isso significa que nesse tipo de plantio, a remoção da vegetação presente na área, assim como o revolvimento da terra por meio da aração e da gradagem, são etapas dispensadas, visto que a ideia desse método é utilizar os resíduos vegetais como cobertura para o próximo cultivo.

Logo, o solo só é manuseado durante o plantio, quando o produtor abre um sulco com uma semeadora especial e deposita os fertilizantes e as sementes. Depois disso, o solo não sofre mais nenhum um tipo de manipulação e o foco passa a ser controle de pragas e plantas daninhas.

Dessa forma, a aragem e a gradagem são eliminadas do processo produtivo. Assim, a palha permanece intacta sobre o solo antes e depois do cultivo. E mais, nessa prática também e adotada a rotação de culturas para aumentar a produtividade.

Assim sendo, o plantio direto se baseia em 3 pilares fundamentais:

  • Mínimo ou nenhum revolvimento do solo;
  • Permanência de uma cobertura morta sobre o solo;
  • Rotação de culturas.

Como implantar o plantio direto e o convencional?


Implantação do plantio convencional

Etapa 1: primeiramente, são utilizados arados escarificadores ou grades pesadas no preparo do solo para afrouxá-lo. Dessa forma, ele fica apto para receber corretivos e fertilizantes, retirar plantas daninhas e descompactar a camada mais superficial. O local tratado normalmente tem uma profundidade de 15 ou 20 cm.

Etapa 2: em um segundo momento, o solo é submetido a um processo de destorroamento e nivelamento da parte arada por meio da gradagem. Isso é normalmente feito com grades leves em duas passadas.

Etapa 3: em seguida, é feita a semeadura, que pode ser pelo método manual ou por meio de semeadeiras. Além disso, a operação de adubação pode ser feita de modo simultâneo — semeadeiras adubadoras.

Etapa 4: passada a etapa do plantio, as culturas podem ser tratadas.

O plantio convencional tem como principal característica o revolvimento do solo e suas camadas superficiais. Seu objetivo é, basicamente, reduzir a compactação; incorporar corretivos e fertilizantes; aumentar a porosidade, a fim de melhorar a permeabilidade; e provocar o corte e o enterro das plantas daninhas.

Implantação do plantio direto

Etapa 1:  eliminar as camadas compactadas do solo, antes de implantar o sistema.

Etapa 2: logo após, é preciso nivelar o terreno com sulcos ou valetas. Nesse momento, a ideia é deixar a área o mais homogênea possível.

Etapa 3: é realizada a correção com base nas necessidades do solo. Caso necessário, é feita a aplicação de calcário. Quanto mais profundo ele for incorporado, melhor.

Etapa 4: antes de iniciar o plantio direto, é controlado o crescimento das plantas daninhas.

Etapa 5: feito isso, é preciso colher e espalhar os restos de culturas. Aqui, pode se utilizar um picador de palhas.

Etapa 6: pulverização de herbicidas no solo.

Etapa 7: por fim, é feito o plantio. Para isso, máquinas abrem sulcos e depositam sementes e fertilizantes em quantidades adequadas. Logo após, o sulco é fechado.

Em resumo, o plantio direto dispensa etapas de preparo convencional de aração e gradagem. No mais, o solo sempre estará coberto por restos vegetais de outras culturas, que protegem e nutrem a terra.

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Quais são as vantagens e desvantagens do plantio direto e do convencional?

Plantio Convencional

Prós

Dentre as vantagens do plantio convencional estão:

  • Aumento da mineralização dos componentes orgânicos pelos micro-organismos;
  • Aumento da aeração e da infiltração de água do solo;
  • Destruição de plantas daninhas e sementeiras;
  • Nivelamento da superfície do solo para facilitar as operações de semeadura, cultivo e colheita;
  • Incorporação de fertilizantes, corretivos e matéria orgânica (maior decomposição de adubos orgânicos e restos vegetais).

Contras

  • O revolvimento intensivo diminui a fertilidade do solo;
  • Favorecimento da erosão em solos declivosos;
  • Aumento da necessidade de efetuar tratos culturais, principalmente capinas;
  • O tempo de preparo do solo é maior que para outros sistemas;
  • Maior necessidade de uso de implementos, aumentando os gastos com combustível além de outros;
  • Mobilização contínua do solo pode provocar o aparecimento de uma camada compactada, dificultando a infiltração de água e o crescimento de raízes;
  • Solo altamente suscetível à erosão. Devido a este problema, deve ser complementado com práticas de descompactação.

Plantio direto

Prós

O plantio direto possui vantagens bem evidentes, como:

  • Controle da erosão;
  • Elevação da matéria orgânica disponível no solo;
  • Reparação na estrutura do terreno;
  • Diminuição da perda de água da terra;
  • Equilíbrio na temperatura do solo;
  • Aumento da atividade biológica;
  • Minimização das operações com maquinários;
  • Mais controle sobre a semeadura;

Essas vantagens são possíveis porque o solo é mantido sem revolvimento, o que garante um nível menor de oxidação da matéria orgânica. Em outras palavras — o solo fica livre de contaminações e consegue preservar seus nutrientes.

Além disso, a palha e os restos de materiais também isolam a superfície, o que evita oscilações altas de temperatura durante o dia.

Contras

  • Maior incidência de pragas;
  • Aumento no uso de defensivos;
  • Dificuldade de germinação de sementes em épocas úmidas;
  • Menor adaptação de maquinário;
  • Problemas com a compactação do solo;
  • Maior controle sobre as plantas daninhas.

Para evitar esses pontos negativos, o recomendado é eliminar todas as pragas e atentar-se para as possíveis correções do solo.

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